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3/11/2010



Ser Santo ou ser Herói ?!



Os santos desejam fazer grandes coisas, mas reconhecem que fizeram pouco ou nada...
O verdadeiro chamado: a santidade
Infelizmente passei algum tempo para entender que o caminho da Boa Nova não gera heróis e sim santos.
Jesus não me chama a ser um herói, mas a ser santo, não me chama a fazer grandes coisas, nem a mudar o mundo com as minhas próprias forças.
O herói tem que ser forte, revolucionar, aceitar, agradar, provar o seu poder, tem prioridades, honras, mérito, é modelo. Os seguidores de "Jesus Cristo", o Deus feito homem, eram os fracos, os pecadores e os mal falados do Evangelho.
Não eram os sábios, não tinham a coragem necessária para um guerreiro, um herói. Que decepção! Que dor para o menino que tanto sonhou poder ser ou fazer alguma coisa.
Bendita alegria para o homem que hoje vê que "tudo pode naquele que a fortalece".
Santos, fracos, loucos, mas acima de tudo bem-aventurados. 
Os heróis contam com a força, os santos com a graça. 
"Basta-te a minha graça”, disse o Senhor a São Paulo.
Os santos desejam fazer grandes coisas, mas reconhecem que fizeram pouco ou nada, que são servos inúteis, não esperam aplausos, nem as primeiras cadeiras, nem o apoio da mídia para anunciar suas dores, sacrifícios e lágrimas derramadas pelos pecados dos que “na sombra da morte estão sentados”, mas acima de tudo pelo seu próprio pecado.
Os heróis querem mudar o mundo, os outros, as estruturas, os santos desejam mudar o seu coração, pois sabem bem que é de lá que procedem todos os males, mas também sabem que não têm força para isso. Apenas gritam e clamam o auxílio do Senhor. Não se desesperam, não se acusam quando caem ou erram, reconhecem-se pequenos e por isso permitem-se levantar-se com facilidade.
Experimentam que é melhor cair nas mãos de Deus do que nas mãos dos homens, porque esses julgam conforme a aparência, mas Deus vê o coração.  
O herói leva fardo, é escravo das honras. O santo é livre, ninguém lhe dá honras. Não deseja ser bom, provou em sua vida que só Deus é bom. Não mendiga atenção pelos seus dons, nem se vende por migalhas, sabe quem é o seu mestre e que não é mais do que Ele.
Faz memória da vida do seu Mestre, dos mártires e não busca o aplauso dos homens porque a multidão que aclamou Jesus, logo depois gritou crucifica-O.
Essa é a vida do santo. O herói sobe, o santo desce. O herói faz-se obedecer pelo seu poder, o santo pelo seu amor a Deus.
O herói é exaltado, o santo humilhado, busca a coroa imperecível, o seu reino não é deste mundo.
É bem verdade que nem todos nasceram para serem heróis, é um caminho exigente, mas é certo que todos nasceram para serem santos. O heroísmo gera orgulho, a santidade humildade. “Não fazeis como os grandes deste mundo, diz Jesus!
“Qualquer pessoa, porque mais pobre, por mais ferida que seja pode aspirar à santidade a partir da sua situação real, ainda que fosse a mais marginal, tanto no aspecto psicológico como moral.” Pois, “não há santo sem passado, nem pecador sem futuro.”
Ser santo não é ser virtuoso ou moralmente perfeito. “Os feridos da vida, os fracos, os alcoólicos, os chagados, os dependentes de todos os tipos, os pobres que aceitam sofrer a sua miséria e lutar apesar de tudo, abrem-se a misericórdia e entram, como o bom ladrão, no Reino de Deus antes dos puros que depositam em si mesmos a confiança, contando com as suas virtudes naturais.”
Não podemos esquecer que a gratuidade da misericórdia de Deus nos ultrapassa, “nada é impossível a Deus”. A nossa fraqueza não pode ser obstáculo para o nosso caminho de santidade, mas sim a nossa falta de desejo. “Ser santo e ser herói são caminhos bem diferentes. O herói é o homem da sua vontade; o Santo é o homem da graça.  
O herói está penetrado da sua força; o Santo persuadido da sua fraqueza.
O herói trabalha para a sua glória, para o triunfo das causas temporais. 
O Santo tem em vista a glória de Deus. O herói tem o sentido do homem; o Santo tem o sentido de Deus".  

  (Pierre Blanchard)




“Nunca um homem será mais ferido pela vida  
do que amado por Deus, nunca”. 

“Quanto mais à cana de açúcar é triturada 
mais se torna doce”. 


Paz e Bem !!!

bjs


 
                                                        

2/19/2010

Dica Literária Express - " Mulheres de aço e de flores" !




O que querem estas mulheres?

“Mulheres de aço e de flores” é minha primeira aventura literária. A Literatura, paralela a tudo o que escrevo será um caminho que trilharei. É uma escolha que amadureci.

Ao escrever “Mulheres de aço e de flores” eu mergulhei no encanto do universo feminino e sobre ele quis contar histórias. São mulheres reais, outras de sonhos, mas todas elas estão vivas em algum lugar deste mundo.

Eu não quis escrever um livro de catequese. Não quis escrever um livro de auto ajuda. Quis apenas explorar os sentimentos humanos e respeitosamente tocá-los a partir de minha sensibilidade poética. Não tive medo de ousar. Não fiquei preocupado que as pessoas pudessem dizer – “Nossa, isso não é coisa que um padre possa escrever!” Não quis me prender a uma visão limita, que confisca o universo religioso ao discurso beato e pouco humano. Eu me inspirei nos escritores sagrados, e nas histórias que a Sagrada Escritura resguarda. A Bíblia é um livro vivo feito a partir de pessoas concretas e por isso é dialético, controverso. Há relatos interessantíssimos que mostram o lado mais mesquinho da vida humana. As traições, os assasinatos, os incestos, enfim, tudo o que é humano e que sempre temos coragem de contar.

O meu livro é um espaço de segredos confessos. É uma fala que deixei nascer porque a respeito profundamente. As mulheres, desde as mais recatadas até as mais ousadas, todas elas cumprem o ofício de mostrar o que somos. Elas, na coragem que a literatura me empresta, contam o que naturalmente não contamos. Duvidam do que não temos coragem de duvidar. Amam de um jeito que não gostamos de amar.E falam, falam e falam...

A literatura é o avesso da vida, mas pode ser também o seu lado mais acertado. Através dela podemos sugerir uma vida que ainda não temos, ou sonhos que ainda não nos pertencem. Ela pode nos colocar no prumo onde sobrevivem nossas forças e fraquezas, nossas vergonhas e nossas belezas.

“Minhas mulheres” são assim. Elas querem nos lembrar que é bonito ser humano. Que não é vergonhoso ser portador de fragilidades. Que a dor é universal, que a alegria nem sempre. Que a esperança é a terceira margem do amor. Que há sempre uma luz a ser devolvida, uma vela a ser acesa, um Elviro a ser domesticado, um Redentor a ser reconhecido. “Minhas mulheres” querem nos ensinar que o amor humano é a outra face do amor divino, e que ao ser resgatado humanamente pelo amor que me toca, de alguma forma os meus dedos alcançam a cruz. Que na pureza de um beijo experimentado a eternidade já nos mostra o seu sabor.

“Minhas mulheres” querem nos recordar que um riso pode nos ajudar a esquecer o peso da vida. Que uma história não pode ser vista somente a partir de uma frase, e que o texto tem sempre que ser analisado a partir de seu contexto. A mesma regra vale para a Sagrada Escritura, pois fora do contexto, há frases bíblicas que podem justificar até mesmo o assasinato brutal.

“Minhas mulheres” não são ofensivas. Elas são filhas do tempo, dos ventos, das dores, das alegrias. São filhas da vida, e nada que é verdadeiramente vivo pode ofender. Elas só são sinceras.

Por isso, se você desejar conhecer as “minhas mulheres”, aproxime-se do livro sabendo que se trata de uma obra literária. É um livro de histórias.

Não queira encontrar conselhos formulados, prontos para serem aplicados.

Mas uma coisa eu lhe prometo – Riso e choro! Tudo ao mesmo tempo.

Por que? Não sei. Eu também não sei porque as coisas me fazem rir ou chorar. Eu apenas obedeço ao impacto da vida e por ela me deixo envolver.

O meu livro é simples. Não é um tratado de teologia. Está longe de querer ser isso. Eu só o considero religioso. Não sei fazer nada que não seja. Ele tem sacralidades, mas tem também os rastros do profano. A vida é assim. O desafio do leitor é recolher sob o altar do coração o que ele eleger como sagrado, e expulsar o que considera profano. Nisso eu não entro, não tenho acesso porque é trabalho do leitor.

Agora uma coisa é certa – A maior pretensão das minhas mulheres é mostrar que no aço da dureza humana, a flor da Graça divina costuma nos surpreender generosa.
Boa leitura.
Padre Fábio de Melo.


 Fonte: www.fabiodemelo.com.br
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1/12/2010

Em busca da felicidade.

Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter o sucesso, mas conheço uma forma infalível de fracassar: tentar agradar a todos.






Palavras ao vento...