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3/30/2010

O que significa a SEMANA SANTA?!...






A Semana Santa é um período religioso do Cristianismo que celebra a subida de Jesus Cristo ao Monte Calvário, sua crucificação e a sua ressurreição. A primeira celebração da Semana Santa foi em 1.682 pelos cristãos. Ela é uma das conclusões do Concílio de Nicéia, regido pelo Papa Silvestre I e patrocinado pelo imperador Constantino, em 325 d.C, que determinou a doutrina da Igreja Católica, transformada em religião oficial do Império Romano. Desde então, festejam-se em oito dias a paixão, morte e ressurreição de Cristo. É uma tradição tipicamente católica (pelo simbolismo - algo importante para a religiosidade). Foi aceita em parte pelos protestantes, mas é importante sabermos um pouco de sua história:

Inicialmente, os cristãos celebravam a Páscoa em apenas um dia e ocorria a cada domingo. Mas, já no século 2, eles passaram a escolher um domingo especial e, a cada ano, celebravam a Páscoa, ou seja, a Ressurreição de Jesus. Foi inevitável que fosse utilizado o período da Páscoa judaica, que ocorre no 14º dia do mês de Nisan. Considerando que Jesus ressuscitou no domingo, veio a se estabelecer que a Páscoa cristã é celebrada no primeiro domingo depois da primeira lua cheia da primavera. 

No século 4, algumas comunidades cristãs passaram a vivenciar a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida terrena de Jesus. Jerusalém, por ter sido o local desses acontecimentos, é que deu início a essa tradição seguida pelas demais igrejas. Assim a sexta-feira comemora especialmente a morte de Jesus, o sábado era o dia de luto e o domingo era a festa da ressurreição.

Na medida em que os cristãos cresciam em número, necessitaram de organizar e estabelecer datas para festa da Ressurreição. Assim ocorreu uma re-significação daquela festividade, embora mantendo o seu sentido primeiro de libertação. Para os judeus, a Páscoa é a celebração da libertação da opressão a que estavam submetidos no Egito, de onde saíram sob a liderança de Moisés; para os cristãos, a Páscoa celebra a libertação da opressão do pecado, uma vez que se sentiam resgatados pelo sacrifício de Jesus.





Com o passar dos tempos, os cristãos foram estabelecendo rituais objetivando tornar acessível a todos, através de gestos litúrgicos, o sentido daquele tríduo que se transformou em uma semana com a introdução da celebração do Domingo de Ramos, por volta do século 4. Essa festa foi se tornando uma das mais populares do catolicismo e, em torno daqueles ramos empunhados pelos fiéis em procissão, tem surgido uma infinidade de pequenas crendices, como a sua utilização para a feitura de chás curativos. Em algumas regiões esses ramos ressequidos durante o ano são utilizados para a produção da cinza que é posta na fronte dos fiéis na quarta-feira que encerra o carnaval, a quarta-feira de cinzas, e dá início à Quaresma.






Ao longo da Idade Média, a Semana Santa foi acrescida de novos rituais. Um desses foi a cerimônia do Lava Pés que ocorre na quinta feira à tarde. É a teatralização de um acontecido durante a Ceia de Páscoa, que Cristo celebrou com os seus seguidores mais próximos, uma experiência didático-pedagógica para aqueles que não tinham acesso aos escritos evangélicos. Por seu aspecto visual e dramático, adequou-se ao gosto popular e vem se tornando mais importante do que as reflexões que os cristãos devem fazer naquela ocasião.

No período medieval, surgiu um outro ritual, a espoliação do altar, ou seja, a retirada das toalhas e utensílios que foram utilizados, e as hóstias são transladadas para um altar lateral onde podem ser veneradas. Esse rito é uma alegoria do fato de que, na antigüidade, quando ainda não havia os templos, a cada celebração, eram postas antes e retiradas após a cerimônia, as toalhas sobre a mesa que servia como altar.

Um outro ritual, que também ocorre na Quinta-Feira de Endoenças, este pela manhã, é a missa da Bênção dos Óleos, utilizada para representar a unidade do clero em torno do bispo local, ao mesmo tempo em que demonstra a sua catolicidade. Os ritos da Sexta-Feira da Paixão lembram a morte de Jesus Cristo. Nesse dia, não ocorre a celebração da missa, apenas são feitas leituras e a adoração do Santíssimo.






Sobre a crucificação, os romanos pregaram Jesus na cruz fora da cidade, num monte chamado Gólgota ou Calvário. João conta que escreveram, no alto da cruz, a frase latina Iesus Nazarenus Rex Iudeorum, que significa Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Essa inscrição foi também feita em grego e em hebraico. Puseram a cruz de Jesus entre as de dois ladrões.
Antes de morrer, Jesus disse:

"Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem" 34. Durante sua agonia, também clamou: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?".

Estudiosos fazem referência a essa citação ao cumprimento do que está profetizado no Salmo 22, visto que essa frase tratava-se do primeiro verso deste capítulo, e era um costume judaico salmodiar segundo as circunstâncias, o que possivelmente Jesus teria feito. Depois de três horas, Jesus morreu.






"Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero
e não holocaustos,  não teríeis condenado inocentes".
MATEUS- 12:7



Que a FORÇA, CORAGEM e a LUZ do CRISTO
 ressuscitado estejam sempre convosco...amém!!!

E para que o sangue derramado por ELE na cruz não tenha sido em vão, que nós possamos sempre buscar então, o amor, a amizade, a esperança, a paz , a fé, a união, a força, o perdão, a compaixão, a restauração, a renovação e  a santidade, pois foram esses ensinamentos que Jesus nos deixou como
 seu legado de vida para nossa salvação.  





PAZ E BEM

♥

ALINE BRAGA

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu,
para pregar boas-novas aos quebrantados”.
 ( Isaías 61.1: )


3/11/2010



Ser Santo ou ser Herói ?!



Os santos desejam fazer grandes coisas, mas reconhecem que fizeram pouco ou nada...
O verdadeiro chamado: a santidade
Infelizmente passei algum tempo para entender que o caminho da Boa Nova não gera heróis e sim santos.
Jesus não me chama a ser um herói, mas a ser santo, não me chama a fazer grandes coisas, nem a mudar o mundo com as minhas próprias forças.
O herói tem que ser forte, revolucionar, aceitar, agradar, provar o seu poder, tem prioridades, honras, mérito, é modelo. Os seguidores de "Jesus Cristo", o Deus feito homem, eram os fracos, os pecadores e os mal falados do Evangelho.
Não eram os sábios, não tinham a coragem necessária para um guerreiro, um herói. Que decepção! Que dor para o menino que tanto sonhou poder ser ou fazer alguma coisa.
Bendita alegria para o homem que hoje vê que "tudo pode naquele que a fortalece".
Santos, fracos, loucos, mas acima de tudo bem-aventurados. 
Os heróis contam com a força, os santos com a graça. 
"Basta-te a minha graça”, disse o Senhor a São Paulo.
Os santos desejam fazer grandes coisas, mas reconhecem que fizeram pouco ou nada, que são servos inúteis, não esperam aplausos, nem as primeiras cadeiras, nem o apoio da mídia para anunciar suas dores, sacrifícios e lágrimas derramadas pelos pecados dos que “na sombra da morte estão sentados”, mas acima de tudo pelo seu próprio pecado.
Os heróis querem mudar o mundo, os outros, as estruturas, os santos desejam mudar o seu coração, pois sabem bem que é de lá que procedem todos os males, mas também sabem que não têm força para isso. Apenas gritam e clamam o auxílio do Senhor. Não se desesperam, não se acusam quando caem ou erram, reconhecem-se pequenos e por isso permitem-se levantar-se com facilidade.
Experimentam que é melhor cair nas mãos de Deus do que nas mãos dos homens, porque esses julgam conforme a aparência, mas Deus vê o coração.  
O herói leva fardo, é escravo das honras. O santo é livre, ninguém lhe dá honras. Não deseja ser bom, provou em sua vida que só Deus é bom. Não mendiga atenção pelos seus dons, nem se vende por migalhas, sabe quem é o seu mestre e que não é mais do que Ele.
Faz memória da vida do seu Mestre, dos mártires e não busca o aplauso dos homens porque a multidão que aclamou Jesus, logo depois gritou crucifica-O.
Essa é a vida do santo. O herói sobe, o santo desce. O herói faz-se obedecer pelo seu poder, o santo pelo seu amor a Deus.
O herói é exaltado, o santo humilhado, busca a coroa imperecível, o seu reino não é deste mundo.
É bem verdade que nem todos nasceram para serem heróis, é um caminho exigente, mas é certo que todos nasceram para serem santos. O heroísmo gera orgulho, a santidade humildade. “Não fazeis como os grandes deste mundo, diz Jesus!
“Qualquer pessoa, porque mais pobre, por mais ferida que seja pode aspirar à santidade a partir da sua situação real, ainda que fosse a mais marginal, tanto no aspecto psicológico como moral.” Pois, “não há santo sem passado, nem pecador sem futuro.”
Ser santo não é ser virtuoso ou moralmente perfeito. “Os feridos da vida, os fracos, os alcoólicos, os chagados, os dependentes de todos os tipos, os pobres que aceitam sofrer a sua miséria e lutar apesar de tudo, abrem-se a misericórdia e entram, como o bom ladrão, no Reino de Deus antes dos puros que depositam em si mesmos a confiança, contando com as suas virtudes naturais.”
Não podemos esquecer que a gratuidade da misericórdia de Deus nos ultrapassa, “nada é impossível a Deus”. A nossa fraqueza não pode ser obstáculo para o nosso caminho de santidade, mas sim a nossa falta de desejo. “Ser santo e ser herói são caminhos bem diferentes. O herói é o homem da sua vontade; o Santo é o homem da graça.  
O herói está penetrado da sua força; o Santo persuadido da sua fraqueza.
O herói trabalha para a sua glória, para o triunfo das causas temporais. 
O Santo tem em vista a glória de Deus. O herói tem o sentido do homem; o Santo tem o sentido de Deus".  

  (Pierre Blanchard)




“Nunca um homem será mais ferido pela vida  
do que amado por Deus, nunca”. 

“Quanto mais à cana de açúcar é triturada 
mais se torna doce”. 


Paz e Bem !!!

bjs


 
                                                        

Palavras ao vento...